sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Bom dia Leitor,

Hoje, meu assunto é o ???? rs... Não, não é o celular NOKIA. Vou reclamar de outra companhia hoje..rs. Na verdade, não estou sozinho reclamando, afinal, o assunto interfere com uma considerável parcela da sociedade brasileira. Admito que não é algo essencial, mas a vida não é feita apenas do essencial ou é?
Xeretando as novidades do mundo dos games, me deparo com o Brasil na página principal do site IGN. Já imaginei...calacaaaa....vem coisa aí e veio!
E qual seria essa notícia? A Sony finalmente divulgou o preço do PS4 no Brasil, R$ 3.999,00. Poderiam ter colocado imediatamente R$ 4 mil reais. Alguém irá ganhar 1 centavo de troco? Mas isso não importa. O fato é o elevado valor do produto.
Pessoalmente, acho que o PS4 não irá fazer sucesso no Brasil com esse preço. E não é apenas o preço que irá inibir as vendas do PS4 aqui. A própria PlayStation Network. Até hoje não é disponível para os brasileiros a PlayStation Plus. Outro fator inibidor. Podemos somar a este cenário, a situação do concorrente direto, o XBOX. A Live é muito mais atraente e os consoles da Microsoft, inclusive o novo XBOX ONE, são mais baratos.
Segundo a SONY, o valor elevado reflete os altos impostos. Eu discordo. É certo que há um efeito dos impostos sobre o valor do produto, entretanto, há impostos em todos os países do mundo. Entendo que a carga tributária no Brasil seja maior que nos USA. Mas qual a explicação para o PS4  ser mais barato que o XBOX nos USA.  Acho que isso reflete uma política. A SONY está focada nos mercados consolidados (USA, Europa e Japão). Vende mais jogos, serviços e produtos para aqueles que possuem uma maior renda per capita.
No Brasil, acho que a SONY deu um tiro no pé. Contudo, é possível que, considerando uma estratégia global de produtos, o mercado brasileiro não represente nada para eles. A SONY não seria a primeira multinacional a desistir do nosso mercado.

Valor do PS4 no Brasil

sábado, 12 de outubro de 2013

Bom dia Leitor,

Apenas para contextualizar...ainda tenho saudade do meu antigo celular. Até a NOKIA desistiu de sua divisão de telefones... isso não é um sinal divino? Nós não poderíamos considerar que sou uma versão "petit" de Noé? Nós dois recebemos um chamado!
Cá estou eu, tentando arrumar meus contatos e a deusa internet me avisa... a NOKIA agora é Microsoft.
Só pode ser um sinal... É claro que entender o sinal é algo bem mais complexo. E admito, eu não consigo nem me entender e quem consegue se entender?
Contudo, hoje não estou aqui para falar do meu NOKIA, mas de velocidade e música (tema recorrente).
Por acaso, vasculhando as bobagens da deusa internet, me deparei com este comercial da Mercedez. De fato, é show de bola.


E para não deixar de mencionar o sound... acima a versão Poket Remix e abaixo o original. Moby em duas velocidades. Vocês escolhem a melhor.


segunda-feira, 17 de junho de 2013

O novo celular e a saudade do velho

Em geral, só escrevo sobre coisas pessoais, música e cinema aqui. Hoje, irei abrir uma exceção. Não é um texto de revolta, mas impressões de um consumidor que podem ajudar outros consumidores.
Não sou fanboy de nenhuma empresa. Durante um bom par de anos, tive um Samsung com o Android 4 instalado. Considero um excelente telefone.
Exatamente por não ser fanboy, no momento da troca de aparelho, mais por motivos pessoais do que por defeito, resolvi experimentar o Windows Phone 8. Li algumas resenhas e lá fui eu atrás de um Nokia 820. Até o momento, não entendi a política da Nokia para o 920; aparelho caro e que não possui entrada de cartão e um complexo acesso a bateria. Tudo bem, vem com 32 Gb de memória interna, mas …
O Nokia 820 até o momento se mostrou um bom aparelho. É leve, rápido e fácil de usar. Não gostei da posição do botão de volume e on/off serem do mesmo lado do aparelho. Talvez por estar acostumado ao meu antigo Galaxy S II.
Outro ponto que considero negativo: tirar a capa traseira do aparelho. Agente se acostuma, mas quem possui unhas curtas, vai ter dificuldade na operação. A câmera com lentes Zeiss tem qualidade excelente, inclusive para vídeos e fotos com pouca iluminação.
Até o momento, estou com a impressão que a bateria do Samsung durava mais.
 Agora sobre o software… bem… o Windows Phone 8 (WP 8). É bonito. Mas para quem usou o Android, minha recomendação é continuar com ele. Há o primeiro impacto da mudança é claro, mas não se trata disso.
A grande vantagem do Windows 8 é a conectividade com a nuvem. Evidentemente, isso segue a política atual da Microsoft. Quem viu o lançamento do Xbox One na E3 2013, me entende (http://www.techtudo.com.br/jogos/noticia/2013/06/xbox-one-ps4-e-wii-u-veja-o-que-agradou-e-o-que-decepcionou-na-e3-2013.html.
Para um antigo usuário do Android, há pontos negativos evidentes. O primeiro é a falta de conectividade via USB com o computador. Não me refiro a fotos, vídeos e músicas. Para estes três itens há o Windows Phone para Desktop, que é totalmente desnecessário. Você pode transferir fotos, vídeos e músicas usando o Windows Explorer. Além disso, o aplicativo Windows Phone para Desktop não permite que você escolha o local em que irá salvar suas fotos e vídeos – eles são automaticamente salvos biblioteca do Windows e para piorar o software não permite um “preview” dos arquivos. Assim, se você tiver várias fotos no celular e quiser apenas copiar uma, terá duas opções ou decora o nome da foto visualizando-a no telefone (se é que isso é possível) ou terá de copiar todas as fotos e depois guardar no computador apenas a que te interessa. Minha opinião: se é melhor usar o Windows Explorer qual o objetivo de um Windows Phone para Desktop?
Agora, se você usa o Outlook desktop e quer sincronizar teus contatos e calendário com o celular, só há um jeito: conectar com a conta na nuvem (Hotmail ou Outlook) e depois conectar o celular a uma rede wifi para atualizar teus contatos e calendários. Resumindo, você depende da nuvem para ter o aparelho sincronizado, como informado no site da NOKIA (http://discussions.nokia.com/t5/Nokia-Lumia/Sincronizar-Nokia-Lumia-820-com-Calend%C3%A1rio-e-Agenda-do-Outlook/m-p/1895750#M4077). Até meu PALM antigo fazia isso com tranquilidade.
Evidentemente, há pessoas que não se importam com isso. É, de certa forma, algo pessoal. Contudo, eu ainda vejo outras desvantagens no WP 8:
1. Necessidade de instalar um aplicativo específico para ver a carga da bateria em porcentagem;
2. Necessidade de instalar um aplicativo específico para ver ativar a wifi, modo avião e o bluetooth no menu inicial;
3. Não há como desabilitar o “rotacionar” da tela (http://discussions.nokia.com/t5/Nokia-Lumia/Como-retirar-o-rotacionar-da-tela-820/td-p/1841406)
4. Não há assistência técnica em Campinas, segunda maior cidade do estado de São Paulo;
5. Volume do toque do telefone é o mesmo para ouvir músicas e o alarme (http://discussions.nokia.com/t5/Nokia-Lumia/volume-toque-X-m%C3%BAsica/m-p/1896004/highlight/true#M4081). Assim, se você for dormir e o volume estiver no 20 (máximo é 30), você irá acordar bem assustado. Quem usa o Android, sabe que há uma configuração bem mais refinada.
6. CONTATOS. Este até agora é para mim o maior problema. Vou exemplificar para ficar claro. Suponha que você tenha um contato que possui 4 diferentes números de telefone (residência, trabalho, celular 1 e celular 2). Esses números foram adicionados no contato por meio do Outlook desktop. Posteriormente, você sincroniza o Outlook desktop com a nuvem e aí com o celular. E, estranhamente, o celular apresenta apenas 2 números dos 4 disponíveis. Entrei em contato com o suporte da Nokia (que não é muito simples, na verdade é um fórum de discussão) e ainda não obtive resposta. Isso me parece ser tão absurdo, que imagino estar fazendo alguma grande besteira! No Android havia uma simples opção para cada contato: “Mais opções” e lá estavam os demais números de telefone.
 E há outro ponto que me chamou atenção, o Skype. Acostumado com o Skype no Android, imediatamente, resolvi instalá-lo no WP 8 e… primeiro, a interface não é a mesma. Isso em si, não seria um problema. O problema é que não há opções de configuração (http://windowsphonebrasil.com.br/skype/). Assim, o histórico não pode ser apagado e não há como desabilitá-lo. Em resumo, é fundamental colocar senha no celular, pois se você está usando o Skype em um computador e o celular estiver conectado a uma wifi com o Skype ativo, todas as mensagens irão aparecer no celular instantaneamente.
Evidentemente, vou continuar com o WP 8, afinal, estou com o aparelho há menos de um mês e não foi barato. Mas, espero que a Microsoft esteja trabalhando nessas melhorias simples ou não irá ganhar mercado. Se eu pudesse, voltaria ao Android.
No final, há um ponto positivo, voltei a escrever no blog...rs

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Boa tarde Leitor

Afastado, porém não morto. É apenas a preguiça natural da velhice de um homem acima dos 100. Então, me permitam uma ausência não periódica.
Quem me conhece um pouco, sabe que gosto de games. Gosto da jogatina. Brigo, xingo, quero jogar todos os consoles pela janela de minha casa e, em alguns momentos, rogo pragas incuráveis para os programadores, que não fazem com que meu bonequinho tenha uma jogabilidade afinada.
Não imagino que a jogatina não seja saudável. Qualquer coisa, de forma exagerada, incluindo a vitamina C ou o delicioso leite, torna-se pestífero, não importa o que seja. É uma das simples leis da natureza. Além disso, em que outro cenário conhecemos de forma tão categórica nosso inimigo? A I.A. merece todas as nossas balas.
Outro ponto que me interessa no mundo dos games é a parte corporativa. Admito que não consigo estudar o suficiente e profundamente as relações corporativas. Somente o debate das relações intraespecíficas tomaria todo os meus dias. Entretanto, é interessante notar que muitas empresas não possuem um cliente tão bem definido quanto à indústria dos games. Os clientes estão confinados em um universo dinâmico de jogadores. Agrade-os e eles o seguirão.
Vendo a press conference da Sony, uma empresa mundial, imagino o que passou pela cabeça do CEO da Sony? Pela primeira vez, me preparei para uma press conference ao vivo. Acompanhei-a pela internet como um bom viciado.
No final, eu tinha visto o novo controle, é difícil dizer exatamente o que ele tem de diferente do anterior, uma descrição básica do hardware, o novo Killzone e novos exclusivos. Nada de console, alguns vídeos de games já apresentados na E3 do ano passado e algumas empresas afirmando: “estamos aqui para dar suporte ao PS4”. Em resumo, o óbvio!
Se uma empresa como a Sony, com executivos treinados, altos salários e recursos quase infinitos faz uma press conference assim, sem quase nenhum sal, não ficamos com uma interrogação em nossas mentes?
Comenta-se que a Sony tenta se reestruturar, pois perdeu a liderança em alguns segmentos de mercado. O motivo para que isto esteja ocorrendo pode não estar claro, mas os resultados da press conference deveriam ser assimilados pelas lideranças da empresa. Me parece que o vídeo anexado anexado demonstra bem, o que foi a press conference da Sony. Legal, mas não fundamental.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Boa noite Leitor,

Há alguns meses atrás tivemos uma longa conversa sobre as coisas da vida; eu e meu cucuruco. Aliás, isso tem acontecido com mais frequência nos últimos meses. Ou estou com coisas entaladas, como uma pia não completamente entupida, onde a aguá busca os pouco orifícios da liberdade ou estou sendo repetitivo. Neste caso, me pareço mais com um vinil arranhado. Até nisso, tenho dúvidas. Isto é ou não um caso de curto-circuito?
Evidentemente, vocês estão cientes de que não tenho escrito. Não seria uma ausência de inspiração, como ocorrida anteriormente e, certamente, não é falta de assunto. Afinal, o mundo está copiosamente recheado de assuntos! O que não falta são pessoas querendo escrever ou dar sua opinião de forma pública sobre qualquer assunto. No meu caso, a minha impressão é que ando descrente de mim.
Drama, drama e mais drama...e se faço algo bem e com elegância é reclamar; se é que alguém pode ser elegante reclamando! Como eu gosto de um drama.
Imagino que meu amor por um drama (mas não aquele tipo que são vistos na sessão da tarde; por favor, aqueles não merecem própria sua frígida existência) seja proporcional ao meu amor por um filme de terror decente, honesto, com um ou mais monstrinhos de qualidade e um roteiro que faça algum sentido. Sim, filmes de terror, na atualidade, que possua um roteiro com um mínimo de sentido é algo muito raro. E filmes com assassinos em série com machadinhas etc não são, na minha opinião, filmes de terror.
Preciso ser realista; só me resta o enforcamento lento e trágico...rss. Um olho pendurado e escapolindo de minha órbita direta, pois este é meu melhor olho. Portanto, provavelmente, o mais saboroso. Como um de cadáver de filme de faroeste. Um cadáver que servirá de cabide para urubus.
Pensei se eu colocaria alguma música para terminar, mas hoje acho que não. Urubus sempre me lembram o filme Conan, o bárbaro.  Quem viu o filme, me entende.

Continuando...

Eu havia terminado este "post" ontem e publicado. Não havia nenhuma música no final. Contudo, hoje de manhã, lembrei do filme do Spike Lee, conhecido em português por "Mais e melhores blues". Filme de 90, com os novinhos Denzel Washington e  Wesley Snipes. Um filme saboroso; estilo bolo Chiffon da Casa da Sobremsa. Quem comeu sabe do que estou falando. Um encaixe perfeito no estômago de qualquer amante de doces, como eu.
Eu não corrijo os "post", mas acho que posso abrir um precedente em acrescentar algo. Então, vou dividir com vocês uma das músicas mais bonitas que conheço.

domingo, 30 de setembro de 2012

O trabalho em grupo

Bom dia Leitor,

Há algum tempo, eu tento encontrar na internet a entrevista que o violinista David Kim deu para um documentário sobre a Orquestra da Filadélfia. O documentário intitula-se "O significado da música". Esta entrevista e o documentário foram apresentados no canal Globosat HD da Net e está disponível no Philos Tv (vídeo) . Mais do que a música em si, o interessante, para mim, foi sentir uma conexão entre a nossa realidade cotidiana e o desenvolvimento do processo criativo de uma orquestra. Chefes, prefeitos, motoristas de ônibus, síndicos ou palestrantes de "liderança" deveriam ver e entender o que está neste vídeo. Pessoalmente, acho difícil que isso ocorra, pois seria necessário que "todos" se livrassem de conceitos profundamente sedimentados com toneladas de betão. Além disso, raramente gostamos de sermos confrontados. Há sempre um incômodo indesejado, principalmente, se tivermos que admitir que estávamos errados.

Em uma orquestra, raramente um solista é o elemento principal. O todo consegue ser, ao mesmo tempo, menor (você é contido pelo maestro e seus colegas) e maior (o concerto, resultado final) que as partes simplesmente unidas. Esta comunidade não é capaz de se estruturar pela competição, se o objetivo é uma apresentação sonora perfeita. Ao mesmo tempo, os músicos mantêm sua individualidade.

O documentário está recheado de inferências interessantes sobre o trabalho em grupo. Para aqueles que acreditam que a competição (em seu sticto sensu, seu sentido biológico delineado por Darwin e não o significado deturpado, principalmente, por economistas do início do século 19 e mantido por outros até hoje, que imaginam que competição ocorre por meio de um embate efetivo entre os indivíduos por causa de restrição de recursos) pode estruturar uma comunidade, este é um claro exemplo contrário. Para os iniciantes que desejam entender de fato os mecanismos de estruturação de uma comunidade, recomendo que leiam os livros de Stephen Gould. Uma linguagem simples para aqueles que não estão habituados a termos técnicos da Ecologia. Aproximadamente aos 26 minutos do documentário, começa a entrevista de David Kim e fica mais interessante após os 30 minutos.
Bom domingo para todos.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Caro Leitor,
Se você tem um determinado problema em mente (neste caso, não pode ser uma questão filosófica, mesmo que esta seja relevante), mas algo concreto e passível de mensuração dentro de uma determinada escala de valores, como p. ex., um problema simples: comprar (sim = 1) ou não uma bolsa (não = 0) ou algo mais significativo, complexo e com alta conectância de diferentes fatores (em comparação ao primeiro exemplo), há a possibilidade de que a análise multicritérios possa te ser útil.
Este fato deve-se a sua capacidade de sintetizar estruturas elementares ou complexas de forma coerente determinados pelo operador a partir de determinados elementos considerados chave.
Em resumo, é uma ferramenta que pretende ajudá-lo na solução de problemas distintos, principalmente nos casos em que há hierarquias e conflitos. Mesmo critérios qualitativos são transformados em quantitativos.
Um exemplo concreto poderia ser o local da construção de um novo posto de saúde pela prefeitura. A sociedade o deseja em um determinado entroncamento de ruas (xi fatores) e o executivo o quer construir em um ponto distinto (yi fatores), aplicar-se-ia a análise multicritérios, que auxiliaria os dois grupos na escolha do local mais adequado, após a construção de um diálogo entre os diferentes pontos de vista.
Evidentemente, tanto "xi" quanto "yi" necessitam ser finitos em uma determinada escala de tempo. Contudo, o operador poderá realizar uma nova análise sempre que considerar relevante.
Se no momento, a metodologia soa complicada, sua elaboração e aplicação é relativamente simples. Evidentemente, há a necessidade de coerência na definição dos critérios utilizados.
Para a elaboração da análise multicritérios recomendo que você utilize o software M-Macbeth, disponível em M-Macbeth. A literatura sobre o assunto é vasta e há um manual em portugês
Boa análise! E para relaxar...

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Não é óbvio?

Bom dia Leitor,
Esclareço que não leio meus textos mais de uma vez, exceto quando eles ainda são apenas um arquivo do word não finalizado, um rascunho ou um zigoto. Portanto, desprovidos de personalidade mais concreta. Após o nascimento, eles morrem para mim.
Como não há quatro, seis, oito ou mais mãos debruçadas sobre o que escrevo, posso inclusive cometer o pecado de repetir parte de um texto antigo. Lembre-se que sou um indivíduo centenário e, por isso mesmo, careço de uma memória mais efetiva. Mas, se me repito, imagino que isto não possa ser considerado plágio. Espero apenas não cometer gravíssimos erros gramaticais, mas há certamente alguns, mesmo que apenas de digitação.
Há algum tempo tenho tentado terminar um rascunho, mas está um pouco difícil. As idéias andam muito misturadas, outras mortas e já fedendo. E o tempo que sobra na semana está curto.
Não preste muita atenção no que eu falo, pois não sou bom exemplo de nada e nunca tive qualquer intenção de ser. Nunca se esqueça disso! Estou aqui para minha catarse. Não é a falsa modéstia atuando, é apenas um fato. As borboletas voam porque tem asas, mas as galinhas também possuem asas e o máximo que fazem é correr desesperadas atrás de milho, minhocas e outras coisas...é o destino.
As galinhas me perdoem e não é nada pessoal. Não as desmereço. Inclusive, em alguns momentos são muito saborosas. E a qualidade de sermos borboletas ou galinhas não é algo estático. Acredito que ninguém é borboleta ou galinha o tempo inteiro, podendo inclusive se tornar outro bicho simples ou algum tipo de mutante como Godzilla ou algo com pequenos ou enormes tentáculos.
Uma borboleta admirada por mim, não voou por muito tempo. Foram apenas 62 anos; Gill Scott-Heron. Se você gosta da boa música, quer apenas ouvi-la, naqueles momentos que você gostaria de ter coragem (mas não tem) de estourar teus miolos com violência e barulho, mas sem sujeira, pois alguém sempre teria limpar tua sujeira ou se sente como o Steve McQueen, após ser capturado tentando fugir com sua Triumph, na cena final do filme do filme The Great Scape de 1963 (parodiada por Maggie Simpson no episódio A Streetcar named Marge), ouça o GS-H e visite seu site ofical.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Deus olha por mim e se você não leu o texto anterior, este não fará o menor sentido.

Boa tarde Leitor,

De alguma forma, como um mistério divino, após ter acabado de colocar minha última "postagem" (detesto este nome, mas não sei um mais adequado) reclamando do sol e a possibilidade do calor retornar, Deus, em sua infinita onisciência, decidiu me abençoar com mais chuva e com a possibilidade da temperatura baixar mais um pouco.
Corri para terminar o texto antes de sair para almoçar. Obviamente, quase não consegui, pois uma montanha de coisas despencaram sobre minha mesa. Para completar, a internet saiu do ar e parecia perdida para sempre.
Nos primeiros minutos após as 12 badalas (fictícias, no estilo de E. A. Poe), terminei o texto, enviei para o blog e sai para o almoço.
Ao chegar a rua, inicialmente, acreditei que um urubu sortudo havia resolvido me batizar (há vários urubus onde estava), pois algo molhado caiu em meu braço. Contudo, eu estava enganado. Era a abençoada chuva. O sol da manhã sumiu e, neste momento, ainda chove lá fora e melhor de tudo, há relâmpagos e trovões.
Assim, posso apenas acreditar que existe uma considerável probabilidade de que o mundo não acabe em 2012, que a Xena me ame, que a Dita von Tesse sonhe comigo e que Deus olha por mim.

De volta ao mundo dos vivos

Bom dia Leitor, 
Infelizmente, não tenho tido tempo para renovar o blog. Era algo que eu sabia que iria acontecer. Mesmo a minha metodologia de gravar minhas idéias no celular não resultou em grande avanço. Mantenho o acento de idéia, pois acho que idéia sem acento é idéia de girico! Afinal, é preciso desenvolvê-las e isso custa tempo e ATP (trifosfato de adenosina = energia). Paralelamente, há meu conflito interior relacionado ao caminho que o blog deveria tomar. Totalmente técnico? Parte pessoal, parte técnico? 100% pessoal nunca foi uma opção. Afinal, para isso há o facebook. De fato, escrever em blogs, no facebook ou em qualquer local da internet é um problema. Pelo menos para mim é. Boas pessoas desistem, não porque não escrevam bem, mas devido aos problemas que seus textos trazem para seu cotidiano. Há certa responsabilidade, se você quer ter um mínimo de seriedade e há os problemas jurídicos. Suponho, ou melhor, acredito que não desejamos ser levianos. Há conflitos com amigos, com familiares.
Por ter apenas 5 leitores, decepciono poucas pessoas; isto traz um grande conforto. Não imagino que alguém vá pular de um prédio de 20 andares por minha causa. Contudo, o George Clooney possui outro impacto na sociedade, principalmente, no grupo formado por donzelas histéricas…rs.
Final de semana passado, eu imaginei que, mesmo não sendo 100% pessoal, ele, o blog, poderia ser uma diversão. Ainda não sei bem como concretizar isso. A ficha demorou para cair e não me considero lerdo. Sou apenas preguiçoso. Escrever, por exemplo, apenas relatos do meu dia a dia, sobre vídeos, notícias, situações etc, destaques da internet ou jornais, também não é meu caminho. Há milhões de pessoas escrevendo todos os dias sobre seu cotidiano e não tenho a intenção de ir por esse caminho. Vi alguns “trabalhos” interessantes, apropriados, acima das expectativas, cuidadosos, confiáveis e outros valentes. Pessoas novas, disponibilizando assuntos pessoais com postagens viscerais. Há os que querem ser jornalistas, escritores ou famosos. Não é esta minha intenção. Estou satisfeito com 5 leitores. Contudo, reforço que não estou com desejo de relatar apenas sobre seu dia a dia e minhas opiniões, muitas vezes, baseadas em poucas informações - o célebre “eu acho”. Todos acham alguma coisa sobre algo.
Como escrevi acima, por vezes, escrever um blog, periodicamente, traz como consequência o fato de termos de dar explicações sobre o conteúdo. Parece que, quanto mais íntimos somos de alguém mais precisamos explicar. Não deveria ser o contrário? rsss. Ainda mais que não faça aqui nenhuma catarse; só quero me divertir. Uma simples palavra ou frase pode ser tornar um polvo de tentáculos infinitos. Vou tomar a liberdade e repassar aqui parte de uma mensagem que escrevi para uma amiga hoje de manhã, com algumas pequenas alterações. De certa forma, a mensagem me animou para voltar ao blog.
Não estranhem, não vejo nada de contraditório aqui, pois sou geminiano. “Não estranhe minha mensagem, pois hoje estou bem desanimado. Após o lindo dia chuvoso e frio de ontem; hoje o sol apareceu, o que não me anima em nada, mesmo com o vento frio da manhã. Além disso, esqueci de trazer algo para comer e ainda são 10 hs e para completar, não me conformei ainda com minha vida sem glúten ou com pouco glúten. Me sinto um inválido. Só falta agora ficar diabético. Já sou hipertenso e ainda preciso de remédio para dormir. De fato, sou um vovôzito e nem cumpri minha missão social, se é que temos que cumprir alguma.
Para completar este cenário desolador, nunca mais houve capuccino na Miami Store (uma loja de Campinas, onde eu, periodicamente, gratuitamente, saboreava uma pequena xícara e que, por algum motivo incompreensível, resolveu parar de fornecer esta pequena iguaria). É ou não o fim do mundo?
Não seria melhor eu ter me tornado uma salsicha ou ração de cachorro ao completar 40 anos e ainda ter alguma ilusão sobre o futuro? Não é melhor terminar no ápice? Agora entendo James Jean e os gladiadores.
Provavelmente, a Dita von Tese vai assumir um caso com o Faustão ou o Pedro Bial e aí só me resta a morte lenta e dolorosa. É claro que a situação pode piorar, pois a Xena pode entrar nesta história e ficar com um dos dois.
É evidente que se a Xena e a Dita von Teese fossem minhas leitoras, eu ficaria muito feliz.
Enquanto isso não acontece, aqui rola… Massive Attack...balance suas carnes!

domingo, 8 de abril de 2012

Minha belvedere


Boa páscoa caro Leitor,

Domingo de páscoa, sem ovo de chocolate. Dureza! Segundo Dra. Barbie, devo evitar a lactose e o glúten. Pessoalmente, acho que estou velho demais para evitar qualquer coisa que me possa fazer mal. Isso também significa nada mais de cerveja.
No atual cenário, tenho tido pouco tempo para escrever aqui. O trabalho me suga! Não que tenha havido reclamações. Meus cinco leitores não lamentaram minha ausência em rede nacional...rs.
Ahhh ... se eu fosse rico e bonitão ou no mínimo, um bom escritor! Haveria lamentações, enormes alaridos em frente as escolas, choradeira nas igrejas e quem sabe algum sacrifício humano ou não! rs
Me lembro agora de um filme do R. W. Fassbinder (lá se vai mais uma das minhas fábulas) que vi no início da década de 90, baseado na obra de Jean Genet, Querelle. Fascinado pelos filmes com efeitos especiais do cinema americano; ainda possuído pelo espírito de um jedi, me deparei com os cenários de papel de Querelle.  Contudo, havia a presença da belíssima e perfeita Jeanne Moreau. Foi a era de ouros dos VHS e das locadoras. Matava-se por um vídeo cassete com quatro cabeças e hi-fi.

sexta-feira, 30 de março de 2012

O que é inteligência?

Bom dia Leitor,

Há algum tempo tenho tentado encontrar respostas para algumas questões que me parecem relevantes. Vou citar três aqui:

(1) O que acontece após a morte caso não haja Deus? Isso pode parecer simples e uma pergunta recorrente, mas vocês já conseguiram imaginar o escuro total para sempre? Me refiro especificamente ao conhecimento do nada pela eternidade. Feche seus olhos e tente fazer isso. Quanto tempo você conseguiu manter o nada em sua mente? Você consegue visualizar o vazio e a escuridão infinita?

(2) O que é sucesso? Outra questão simples? Para mim não. E sucesso aqui não é sinônimo de felicidade, apesar de haver uma determinada ligação umbilical ou, no mínimo, uma interseção. A definição de felicidade ainda não me tentou o suficiente para que eu pensase sobre ela.

(3) O que é a inteligência humana? Provavelmente, desde que conseguiu formular a oralidade e a escrita o Homo sapiens promove debates sobre essa definição. Em 1094, Charles Spearman, pesquisador inglês, publicou um artigo sobre a determinação objetiva e mensurável da inteligência, portanto, essa discussão é travada há mais de cem anos. Para Hernández-Orallo & Dowe (2010), a definição de inteligência é relativamente simples: “inteligência é aquilo que é medido pelos testes de inteligência”.

A minha definição de inteligência é a capacidade de indivíduo alterar um cenário negativo a seu favor, não importa quando ou onde, em um ínfimo intervalo de tempo. Transformar uma situação adversa em vantagem. Escolher o mais vantajoso para si, muitas vezes, sem tempo para analisar em detalhes uma determinada situação apresentada. Portanto, a inteligência carrega um caráter temporal. Não há indivíduos inteligentes, mas existem indivíduos que estão inteligentes.

Hernandez-Orallo, J. and D. L. Dowe (2010). "Measuring universal intelligence: Towards an anytime intelligence test." Artificial Intelligence 174(18): 1508-1539.
Sperman, C. (1904) American Journal of Psychology, 15(2): 201-292

sábado, 17 de março de 2012

Ich bin ein Berliner

Boa noite Leitor,
Heute, keine Musik, kein Game...
Há algum tempo, eu penso em escrever sobre o discurso do presidente americano John F. Kennedy, feito no dia 26 de junho de 1963 em Berlin, na zona ocidental. Foram idéias que surgiram quando eu, mais uma vez, brincava de doméstica com meu aspirador super fashion.
Não tenho a pretensão de fazer uma análise crítica sobre o discurso ou a política implementada pelo presidente americano. Contudo, na década de 60, quando a luta pela sobrevivência do Homo sapiens tendia a se tornar mais acirrada, este discurso foi um marco histórico.
Em 1963, eu ainda não era metade espermatozóide, pois eles são constantemente renovados. Portanto, assim permaneci por mais alguns anos, no limbo da inexistência. Aliás, é dureza pensar que eu venci a luta pela sobrevivência e fecundei o óvulo de minha mãe. Se sou o "melhor espermatozóide", que meu pai conseguiu produzir, nem quero imaginar, o que resultaria caso meu irmão falecido, vulgarmente chamado entre nós, habitantes do papi testículos, por "o fracassado que nada vê", houvesse vencido a batalha pela fertilização.
Entretanto, podemos considerar que  J. F. Kennedy foi verdadeiramente "o cara"... não o Obama, muito menos o Lula ou qualquer outro político.
Leitores, Kennedy comeu  M&M e não me refiro aqui ao chocolate com recheio de amendoim! Consequentemente, só por isso ele deveria entrar para a história. Kennedy, em seu discurso mandou um recado claro com poucas palavras, aliás nem precisaria ter dito mais nada. Ele foi extremamente claro no universo nebuloso da guerra fria: comunistas mantenham sua foice e martelo longe destas bandas, pois aqui quem manda sou eu! Ele foi o cara na sua época...veni, vidi, vici.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Perdido na jogatina

Boa noite Leitor,

Cada vez que venho aqui, acho algo que não me agrada ou um erro gramatical...rs... dureza! Por enquanto, optei por deixar rolar e arrumar apenas o que é gravíssimo. Contudo, há uma grande probabilidade de fazer uma revisão profunda.
Por algum motivo fora do meu controle, tenho escrito ou melhor sinalizado sobre músicas. Não é intencional, acontece. Há duas postagens guardadas na forma de rascunho. Mas,  meu cucuruco é uma mixórdia no momento e acabo retornando a música.
Desta vez, é uma música de um game. As produtoras dos games entenderam a importância da música na jogatina. O vídeo de Assassin's Creed Revelation é um excelente exemplo.
Recomendo conferir também o vídeo do Wookid.

 

 

Mas, o destaque da noite é o Gran Turismo 5. Acredito que mesmo aqueles que não gostam de games, ao deslumbrar o final do Gran Turismo 5, irão ficar felizes ao viajar pela pista de Nürburgring na Alemanha. Eu nem gosto de carros ou de dirigir. Entretanto, esta pista é uma diiiilíciaaaa...curvas fechadas, retas de alta. Tudo isso em uma pista estreita. Acelerar excessivamente nas subidas significa perder o carro nas curvas acentuadas.
O mais gostoso é que o vídeo foi feito com uma câmera muito bem posicionada, na velocidade correta para você apreciar, com tranquilidade, todos os detalhes da pista. É quase uma dança lasciva, uma obra poética.
Se você tem um amigo que possua o jogo, experimente dirigir na chuva nesta pista. Se prepara Juca Bala! Ich fahre auch bis zum Ende...
E caso você se interesse pela música... estamos falando do The Smashing Pumpkins - 1979.


segunda-feira, 12 de março de 2012

Surpresas do final de semana

Boa tarde Leitor,

Próximo a completar meu centenário (falta um pouco menos de quatro meses), várias questões borbulham no meu cucuruco. Aviso antecipadamente que sempre tenho cabeça cheia de caramilholas. Uma das que me incomoda nos finais de semana, é a necessidade de cortas as unhas. Há algo mais enfadonho que cortar unhas? Gasta-se um tempo enorme em uma tarefa de pouco resultado, exceto ter-se as unhas cortadas. Um mal necessário, fundamental para a higiene e não pretendo desedificar a boa conduta! Por outro lado, encaixar os pés em um sapato com as unhas cortadas traz uma profunda sensação prazerosa. É como ter os pés flutuando no espaço infinito.
Imaginei que este final de semana, seria constituído por dias de discussões mentais inúteis à beira da piscina do clube, um cinema e programas de má qualidade na TV. Afinal, TV final de semana, especialmente, no domingo é quase certamente uma via-crúcis.
Às 22 hs do sábado, vis-à-vis à TV, tive a felicidade de assistir Spartacus no Globosat HD. Que alívio! Além de contar com a presença da deliciosa Xena, a série é bem feita, rendondinha e visceral, mesmo tendo sido penada pelo óbito prematuro do protagonista da primeira temporada. Mas, o melhor do final de semana me aguardava.
Domingo, final do dia, ao bisbilhotar os canais de minha assinatura, encontro o programa Experimente. Eu o havia visto antes, mas não tinha dado a devida e merecida atenção. Neste domingo, o programa contou com a apresentação de duas vocalistas intrigantes, Silvia Machete e Thalma de Freitas. A Thalma, eu já havia ouvido, inclusive tenho o CD.



A Silvia eu não conhecia. Foi nosso primeiro encontro. A minha impressão é que vou repetir!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Música boa

Boa tarde Leitor,

Eu não acompanho com afinco as notícias. Admito que me interesso pouco pelo cotidiano do mundo, mesmo assim não me considero um alienado.
Não me interesso pelos ganhadoras do Oscar. Penso que Hollywood adora filmes de moralidade duvidosa. Talvez, as pessoas também. Já lhes falei da essência mentirosa de nossa educação.
Faça um dramalhão romântico e pronto...rs. Lá vem o Oscar a cavalo!
Posso estar enganado, mas nenhum filme de monstros ganhou o Oscar de melhor filme até hoje...rs... e isso não quer dizer que eles não sejam bons. Alguém lembra de Hardware de 1990? Um dos melhores filmes de ficção científica que vi, com uma máquina assassina perfeita. O Exterminador do Futuro ficaria com as fraldas molhadas!
Achar esse filme em uma locadora deve ser dureza, mas vale a pena procurar chefia!

 

Este ano tivemos o Carlinhos Brown indicado para a categoria melhor música. Infelizmente, ele não ganhou. Provavelmente, ele não se importa com isso. Não irei falar sobre qualquer polêmica. Por ter apenas cinco leitores, não há como eu ser polêmico. Além disso, dificilmente, o Carlinhos estará interessado na minha opinião...rs... no que ele está certíssimo.
Eu não vi a produção Rio. Gosto de desenhos, mas aquela não era minha praia.
Alguns dias atrás, coincidentemente, eu havia separado um CD do Carlinhos, junto com outros, que considero bons.
Alfagamabetizado é um CD bom de ouvir. De fato, é um belo CD para quem gosta de música e sabe balançar as carnes (eu não sei, mas admiro quem sabe). Foi legal vê-lo cantando "A namorada" no filme Velocidade Máxima 2 (Speed 2).

segunda-feira, 5 de março de 2012

Árvore genealógica de endereços


Bom tarde Leitor, Há dois rascunhos no forno desde a semana passada. Nenhum atingiu a maturidade como deveria. Assim, permanecerão onde estão, até que eu tenha algum surto de inspiração divina para terminá-los. Acho que não há nenhum santo patrono da literatura...
Em geral, meu relato procura ser impessoal. Hoje, vou fazer uma narrativa pessoal e compartilhá-las com outrem, o bom leitor.
Na década de 70, tive a oportunidade de freqüentar uma escola singular, o Instituto Central do Povo, escola fundada por um missionário metodista americano. Situada no bairro da Gâmboa, próximo ao Centro do Rio de Janeiro e ao cais do Porto, a escola abrigava muitos alunos do Morro da Providência.
Foi uma oportunidade educacional diversa, que causou efeitos significativos na minha trajetória escolar. A escola adotava de um conceito educacional amplo, o qual era aceito pelas famílias. Aulas de piano, teatro, inglês eram comuns. O ICP foi meu oásis na infância.

 

Havia um cemitério próximo a igreja, onde eu brincava nos domingos de manhã. Sem juízo na época, uma das brincadeiras que eu mais gostava era atravessar a rua dentro do túnel da rua Rivadávia Correia, antes de chegar na escola. Eu possuía uma merendeira (em São Paulo chamam de lancheira), que continha sanduiche de pão e manteiga e refresco de groselha...rs
Esta lembrança me fez refletir sobre os sucessivos locais onde morei. De início, achei que havia habitado poucos locais. Resolvi cristalizar minhas andanças pessoais no papel. Percebi que não sou capaz de recuperar alguns endereços. Eles não se encontram mais disponíveis em minha memória, o que me deixa desapontado comigo mesmo. Eu deveria ter sido mais atento aos eventos sociais do meu mundo. Um registro adequado arquivado em uma caderneta seria o mínimo de se esperar! Em função da minha inabilidade com meu registro histórico, não imagino haver aqui uma precisão histórica, penso apenas em criar certa distração para o leitor. Com o Google maps, os que me conhecem ou não poderão vasculhar um pouco do meu passado.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Não sou saudosista

Boa tarde Leitor,

Há uma lista infinita de atores de filmes de ação conhecidos ou não. Em algum momento, já ouvimos falar de Jean-Claude van Damme, Stallone, Bruce Willis, Vin Diesel, Steven Seagal, Chuck Norris, Jason Statham, Bruce Lee, Dolph Lundgren e Schwarzenegger.
É óbvio que, no mundo morderno, não podemos deixar de considerar as “mocinhas”, como Sigourney Weaver, que executou sem pena os mais brutais parasitas do espaço ou a mais “pernuda” de todas, Xena, a princesa guerreira. E merece uma menção honrosa nossa querida musa ruiva dos anos 80, Kate Mahoney. Foi apenas um ano de temporada na TV e depois ela se aposentou. Entretanto, muito bandido gostava de apanhar da ruiva.
“Go ahead, make my day” tornou-se uma frase célebre proferida pelo não menos famoso Clint Eastwood ao incorporar o impiedoso inspetor Harry Callahan, que fazia justiça em San Francisco com seu Magnum 44. Herói solitário; sobrepujava as forças do mal.
A frase seria usada posteriormente pelo falecido presidente Ronald Reagan em um discurso em 1985.
Não sou do tipo saudosista, que imagina um mundo melhor no passado ou sonha em brincar de bola de gude e acredita que a internet e os consolse de games são monstros contrários a imaginação. O passado me interessa quando se torna História ou como ferramenta para entender presente e futuro. Se fosse um saudosista, escreveria sobre Fantomas ou Thibaud et les Croisades!



Aqui foi dureza, quem ainda se lembra desta série francesa? rs...
Como um indivíduo em extinção, não porque a morte virá, mas quando ela chegar mais um Guanabarino terá partido deste mundo, preciso deixar este registro.
Minha mente tem sido mais linear, mas vou fazer um corte aqui e depois volto ao final da postagem...
Há coisas que me preocupam... imaginem se o mundo acaba em uma guerra violenta. Não sobra absolutamente nada, exceto pequenos fragmentos de nossa história.
Os ETs, sempre bisbilhoteiros, precisam ficar passeando por outras galáxias (eu suponho que não há futebol, games, livros ou boa música, sorvete da Sergel, torta de morango da Casa da Sobremesa ou a Mônica “Gostosa” Bellucci na Etelândia). Em resumo, ficar em casa é chato, o que justifica essa ânsia de viajar pelo espaço.
Em um passeio "rumo ao desconhecido", eles desembarcam por aqui e a única coisa que encontram é ...um vídeo do BBB. Qual seria a reconstrução histórica da nossa civilização? rs...Como se dizia muito em Brasília ... "caralhu veiu".
Aliás, quando morei no DF, havia pessoas que falavam três "carralhu veiu" para cada palavra. Impressionante!
Para finalizar...
Dois outros personagens do cinema merecem distinção: Shanne (no Brasil, só Deus sabe o porquê, o filme foi chamado de Os brutos também amam) com Alan Ladd e dirigido por George Stevens e The Big Heat (Os corruptos) com Glenn Ford dirigido por Fritz Lang. É possível que Gleen Ford tenha sido o primeiro policial-justiceiro em busca de vingança no cinema. Se não foi, merece o título de o melhor. No mercy!

Bom dia Leitor,

Uma amiga me disse semana passada que não gosta de blogs. O motivo é simples, cada um fala o que quer e ponto. Ela está certa e me relatou que só conseguiria escrever sobre coisas pessoais e entendo isso.
Os blogs, por sua característica intrínseca, não passam pela análise crítica de pareceristas autônomos e idôneos. No passado, escrevíamos cartas, aquelas “coisinhas” que eram depositadas no interior de envelopes e precisavam de selos. Tudo isso tinha um custo financeiro e era bem mais trabalhoso de fazer. Além disso, cada carta, em geral, possuía apenas um destinatário conhecido.
De certa forma, é mais simples escrever um blog que cartas. Evidentemente, isso não é a completa verdade, pois a construção de um blog envolve a adoção de alguns hardwares, softwares e energia elétrica e pessoal (tempo, conhecimento etc).
Escrever não é para mim um campo idílico de girassóis floridos. No meu íntimo, essa tarefa mais me lembra o mar revolto do documentário francês “Oceanos”.

 

Assim, se considerarmos o blog como plano pessoal grandioso, ele, ao mesmo tempo, está fadado ao fracasso. Eu vivi o sonho da extinta Olivetti portátil elétrica; mesmo com ela, era difícil consertar um erro. Atualmente, o Word faz isso quase que por conta própria. Independentemente do número de leitores, eu gostaria que o blog tivesse objetividade e imparcialidade. Gostaria que os leitores acreditassem que me esforço para que isso aconteça e tento embasar minha opinião em fatos não risíveis. É uma sincera tentativa. Provavelmente, para a maior parte das pessoas isso é irrelevante e entendo, faz parte do processo.
A mentira está inserida na raiz humana. Somos educados para sermos mentirosos. Nascemos brutos e somos lapidados. Os adultos dizem que isso é educação. Talvez realmente seja. Ao contrário das demais espécies do planeta, nosso processo de evolução foi influenciado fortemente pela dimensão cultural. Até onde sei, nenhuma outra espécie aprecia e cultiva mentiras. Suponho que as propagandas da televisão são um exemplo disto.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Bom noite Leitor,
Há horas em que estou transbordando de vontade de escrever; basta eu pegar no aspirador de pó. Será isso trauma de infância? Alguma doença séria? Mas, quando eu sento em frente da tela do micro, a vontade e as idéias  voam para longe. Me sinto um incapaz.
Eu ando no fio da navalha nesse blog. Passo um bom tempo tentando ser impessoal, mas minha mente me remete a minha existência. Aí temos um conflito. Não sou jornalista, muito menos escritor. E ainda não sei como o blog irá se desenvolver. Minha mente me diz que tudo deve se desenvolver, o que não quer dizer necessariamente melhorar, muito menos ainda evoluir,  pois isso tem um significado biológico marcante.
Mas a vida, além de uma caixinha se surpresas, é uma coleção de fábulas. No início da década de 90, um amigo, hoje professor de uma universidade na Inglaterra, ficou em segundo lugar no concurso de pé mais feio do Instituto de Biologia. O concurso foi promovido pelos graduandos. Ele perdeu para um concorrente que possuía seis dedos. Minha opinião é que os jurados não foram corretos.Provavelmente, os jurados foram corrompidos. Meu amigo merecia vencer . Ele não tinha seis dedos, mas as falanges tortas e peludas, somado aos metacarpos cabeludos certamente lembravam a aranha mais feia que já vi na vida. E o que são seis dedos comparados a visão dantesca deste pé? Não há foto que prove esta fábula do pé. Neste caso, vocês terão que aceitar minha palavra. Contudo, poderiam ter uma opinião diferente caso estivessem presentes no dia do concurso.
No século passado não muito distante, outra fábula era quase uma unanimidade no Brasil, quiça na América do Sul. O discurso uníssono dizia: "futebol não se aprende". É um dom divino e genético, portanto, passa do genitor para a prole, resultado da transmissão de caracteres hereditários.
Segundo os sábios do futebol do século XX, o futebol europeu era truculento. Força física e bola lançada na área.
Hoje, após ter visto a Espanha campeã da última Copa do Mundo e Barcelona vencer facilmente o Santos, me pergunto: quando iremos aprender nossa lição, que vai além do futebol? Será que somente os latinos do continente americano não aprendem? No momento, sou da opinião de que há fortes indícios de que futebol se aprende ou os europeus criaram um programa de melhoramento genético e fomos usados como genitores sem sabermos..rs