sábado, 11 de fevereiro de 2012

Boa noite Leitor,

Hoje, sábado, não vou falar de trabalho, livros ou qualquer outra coisa que eu considere séria. Talvez amanhã, antes de partir rumo ao desconhecido mundo das compras de domingo. Há uma postagem no rascunho desde ontem, mas não estou satisfeito com seu conteúdo.E quem me conhece um pouco sabe que minha natureza é repleta de insatisfação. Nem sei se irei publicá-la. Somente disponibilizo um conteúdo quando este atingiu um determinado grau de qualidade. Talvez, você considere meu padrão de qualidade baixo, mas como tenho apenas cinco leitores e quarto são amigos (todo mundo já sabe disso, ôôô saco!), provavelmente, eles gostam do que eu escrevo.
Esta semana cantei apenas parte de uma música para duas leitoras do blog. Elas não conheciam a "Chora bananeira, bananeira chora". No momento, minha impressão é que estamos falando de um regionalismo. Se você é carioca, você já ouviu alguém cantar essa música em alguma festa. Apesar da linguagem obscena e grosseira, a música tem sabor de infância. Não vou deixar aqui a letra, mas  fica o link. Quem tiver curiosidade... Assim, espero estar contribuindo para a difusão da cultura carioca em São Paulo. Nesse momento, me sinto como o Dicró no Fantastico, levando o piscinão de Ramos para o mundo via satélite. Aliás, o Dicró em Jurerê foi dimaix! 

Na segunda feira, estarei ausente de Campinas até sexta. Não sei se conseguirei fazer alguma atualização do oeste paulista. E minha inspiração sumiu novamente. Quem sabe amanhã tenho mais sorte.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Caro Leitor,

Meus amigos cariocas nunca me perguntam isso. Por sua vez, uma parcela considerável das pessoas que conheci em Campinas me questiona sobre a saudade da praia. A praia pouco influenciou minha infância e adolescência. Eu morava longe, muito longe da famosa zona sul. Há histórias das minhas viagens de ônibus para a praia. Essas viagens, em geral, foram feitas a bordo do 485 (Penha Circular – General Osório).
O que eu queria falar mesmo nada tem haver com praia. Como sempre, minha mente sempre perdida... mas o assunto é rádio! Estação de rádio.
Atualmente, acredito que ninguém mais pinte vidro como fiz no início da década de 80 (eu não conheço alguém que trabalhe assim; procurei rapidamente no Google e não achei nenhuma informação). Éramos uns cinco trabalhadores. O trabalho consistia em gravar o desenho (contorno), utilizando silkscreen em um vidro (uma linha dourada) e depois completar o desenho a mão livre. A maior parte do produto final consistia de emblemas de times de futebol do Rio de Janeiro, paisagens e araras. O material era vendido em lojas localizadas em pontos turísticos da cidade. Eu acredito que esse material ainda seja produzido, apenas não sei se o processo de produção não foi modernizado.
Nesse local, ouvíamos constantemente Chico da Silva. Há anos não ouço o Chico, mesmo quando morava no Rio. Para aqueles que não conhecem, segue o vídeo (Santo Youtube!)

Então, se querem saber o que mais sinto falta aqui ... não é da praia, mas de uma boa rádio .
Acho que a vontade de escrever voltou... vamos ver quanto tempo dura...rss
Boa tarde Leitor,

Minha inspiração de escrever acabou. Sou geminiano e segurar minha atenção por mais que cinco minutos é algo laborioso; isso me atormenta. Nos últimos dias, passei a anotar os tópicos que poderiam ser trazidos ao blog. Assim, não me falta assunto, pelo contrário o cenário é fértil.
Conseqüência do trabalho, da minha preguiça, das emoções variadas ou outro fator relevante, acabei por brochar. Já fui chamado de bipolar; eu acho que sou “quadripolar”, no mínimo. A terapeuta, que me abandonou, disse que sou alexitímico. O ponto é que me falta a ereção mental angustiante mínima de alguém que deseja escrever com afinco.
A propósito, se for fazer algo na vida, o faça com afinco. Caso contrário, melhor ver TV. Engraçado um preguiçoso fazer tal comentário.
Recentemente, descobri que tenho cinco leitores. Façam as contas em porcentagem e reconheçam, eu aumentei significativamente o meu público. Ô Chiuaua! Será que isso significa uma responsabilidade maior? Acredito que não. Dos cinco leitores, quatro são pessoas amigas. Elas iriam perdoar minha extinção literária. Alguns poderiam considerar inclusive este evento uma notável contribuição para a evolução da humanidade.
De fato, em algum momento, preciso escrever sobre o processo evolutivo e a seleção natural (caso eu vença a preguiça e a falta de vontade). Uma considerável parcela das pessoas com as quais converso sobre evolução não entendeu o conceito, no contexto da Ecologia ou Biologia.
Ontem foi impossível conseguir organizar alguma idéia. Minha ansiedade era enorme. Agora qual o porquê disso? Sinceramente, não sei. Só posso considerar que os deuses pagãos arrulham idéias absurdas em meus sonhos. Pois, deus pagão que é deus voa, no mínimo.
Como vocês leitores sabem, este blog não é terapia de grupo, não é local de desabafo, não serve para me apresentar as pessoas e muito menos para ser compreendido. Também não é para ser polêmico. Eu ainda não consegui definir apropriadamente o sentido do blog ou teria compartilhado essa informação com meus leitores. Reflito com freqüência sobre isso. Por um lado, a primeira intenção seria trazer alguma informação científica relevante e de difícil acesso para muitos. Entretanto, como vocês sabem, eu escrevo sobre outros assuntos.
Ontem, hoje e, provavelmente, amanhã, estarei perdido em minha prisão, a minha mente. Até terminar de escrever esta postagem está difícil, pois algumas idéias surgiram rapidamente e em velocidade maior foram rumo ao desconhecido. Continuamente, eu me deparo com situações em que vou rumo ao desconhecido.
Por admirar aqueles que trabalham com perseverança, eu gostaria de falar sobre o senhor Júlio César de Mello e Souza, fluminense e professor do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Para alguns este nome não traz nenhuma lembrança, mas o Senhor Júlio foi responsável por um dos livros mais deliciosos que li, O homem que calculada, publicado sobre o pseudônimo de Malba Tahan. (Em breve, se a minha vontade retornar, irei falar sobre como começou meu desejo de ler). O dia 6 de maio, data do nascimento de Malba Tahan, tornou-se o dia da Matemática no Brasil.
Atualmente, o acervo de Malba Tahan está disponível no Centro de Memória da Unicamp.
Por último gostaria de agradecer a uma amiga que, graciosamente, apontou alguns erros gramaticais nas postagens anteriores. Reconheço que meu português não é o que minha mãe sonhava. Creio que esta guerra (língua portuguesa x André) está perdida. 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Caro Leitor,

Não era minha intenção retornar hoje, mas, após o parto hercúleo da postagem anterior, deparei-me com algo relaxante e permitam-me dividir com vocês. Primeiro quero esclarecer que não sou fã de veículos, salvo os que são disponibilizados no Forza e no GT5. É lá que dirijo, pois não possuo carteira de motorista, conhecida aqui como carta. Se eu andar de carro, como poderei fazer amizades no bus? E sim, fiz algumas após sete anos de Campinas. As primeiras no 3.59 outras no 360. Assim, vou e volto sempre apreciando a paisagem e fazendo fotos no celular, quando posso. Esse é mais um dos meus hábitos, fotografar pessoas na rua. Não são fotos de pessoas em situações difíceis, nada disso. São apenas fotos de pessoas que acho interessantes por algum motivo, como o sapato por exemplo. Provavelmente, ainda irei apanhar na rua. É um dano colateral relativamente pequeno.
Vamos ao assunto...
Há um repórter alemão chamado Wolfgang Rothe. O que me agrada é sua pronúncia do alemão. Se você estuda a língua germânica e se interessar, veja esse vídeo sobre o DS4. Uma articulação clara dos sons de uma língua, que possui diversos dialetos. E, para terminar, o carro é uma belezura! Pena que não tenho carta! Eu disse que era preguiçoso, não disse? 



Boa tarde Leitor,

Vou começar com uma observação...
A postagem era para ter sido concluída no final de semana. Metade foi feita na sexta, outra metade...infelizmente, somente hoje, segunda. Que posso fazer, avisei que sou preguiçoso, mas não mentiroso! Finalmente, vou falar sobre os protetores...então, lá vamos nós.
Para minha alegria, consegui meu quarto leitor! Iça moréia! E não me perguntem o que quer dizer "iça moréia". É algo velho, do meu tempo de adolescente no suburbio do Rio de Janeiro. É a expressão de uma boa surpresa, eu diria. Novamente, eu rio! Aí meu cucuruco, que se perde nas idéias, pois o assunto da postagem é protetor e acabou de vir algo novo em minha mente. Após me lembrar da "iça moréia", lembrei que preparo uma "árvore genealógica" dos locais onde morei. Só não me lembro da maternidade. Em breve, ela estará pronta e a disponibilizo aqui, mesmo não sendo este uma ferramenta de narração do meu cotidiano. Se um dia eu me tornar alguém famoso, deixarei este simples instrumento para os historiadores! rs...
Pode parecer confuso para o leitor, pois não escrevo para ser claro. Entretanto, não desejo ser confuso a ninguém. Sou grato ao encontrar precisão nas palavras. Aliás, conversei isso rapidamente com uma das minhas leitoras na sexta-feira. Por respeito a postagem, não irei mudar nada do que foi escrito na sexta. Acrescentei estes primeiros palágrafos e irei terminar o texto. Portanto, o miolo é de um passado não muito distante.
Então, vamos ao que interessa...primeira parte (sexta feira, 3 de fevereiro de 2012).
Conhecimento é uma dureza! O volume de informação disponível nas editoras on line é imenso (Elsevier, Springer, Blackwell, Taylor , Wallace Foundation etc). Em algum momento, farei um relato sobre isto, pois para os não acadêmicos, pode ser interessante.
Eu havia comentado que o objetivo do blog não é ser um diário, muito menos fazer terapia de grupo de forma gratuita. Eu estou rindo sozinho, pois ao começar a falar em terapia, me lembrei de outro assunto; como sempre começo a escrever sobre uma coisa e vou parar em outra!. Eu fiz terapia por uns dois anos aproximadamente. Aparentemente, não adiantou muito...rss... O mais engraçado disso é que a terapeuta me abandonou! Isso já aconteceu com vocês? Até onde eu sei, dois de meus três leitores fazem terapia regularmente e não foram abandonados...rs...Uma inclusive faz parte por telefone! Existe algo mais "fashion", que terapia por telefone? Acredito que só pelo skype, MSN ou e-mail.
Um dia, no tradicional dia da terapia, fui informado de sua gravidez.  Evidentemente, eu nada tinha haver com isso e caso ela não me informasse diretamente do “problema” eu iria continuar com a crença de que sua condição não havia sido alterada. Portanto, barrigas enormes de terapeutas, para mim, não representam gravidez. Poderia ser um verme do tamanho de uma jibóia! E, conclusões rápidas sempre nos levam ao caos.
Após a apresentação da novidade, ela me disse:
“André vou te atender até uma data próxima ao parto. Como retorno após dois ou três meses, não irei te repassar para outro terapeuta."
Segundo ela, meu caso não era grave. Até hoje, depois de mais de um ano, ela não me chamou para retornarmos nossa "querela". O mais engraçado é que ela me evitou...rs...encontrei-a em um shopping e ela não me cumprimentou. Agora, meus três leitores, imaginem o que ela faria caso eu fosse um caso grave? rs
Ai André, volta ao assunto!
Se pareço supérfluo nos assuntos, não é proposital. Apenas o blog não possui um foco certeiro. Além disso, eu tinha a intenção de atualizar apenas nas quartas-feiras à noite. Fato que sabemos ser uma mentira. Temos quadrinhos, samba, ciência, música, tecnologia etc. Por isso eu gosto de citar e recomendar referências, links etc. Se o leitor desejar, pode aprofundar-se em um determinado tema. Ele faz uma auto-delimitação.
Eu havia comentado anteriormente que iria trazer algumas informações sobre filtro solar. Eles estão na moda, cada vez mais “potentes” (fator de proteção 30, 45, 60 etc) e também mais caros. Uma variedade de produtos tem sido disponibilizados para os consumidores.  Em 2007, pesquisadores italianos, da Universidade de Pavia, realizaram um detalhado estudo sobre o tema. O estudo foi publicado no periódico Inorganica Chimica Acta em 2007. Serpone, Dondi e Albini compararam os agentes ativos encontrados nos protetores; não me refiro a marcas. Como o artigo não é disponibilizado de forma gratuita na internet e o assunto é importante para o dia a dias das pessoas, tentarei fazer uma maior análise do artigo, sem prejudicar os direitos autorais das editoras.
 Segunda parte (segunda-feira, 06 de fevereiro de 2012).
De maneira geral, os protetores possuem agentes (1) químicos, feitos a base de compostos orgânicos ou (2) físicos, os quais possuem algum tipo de metal pesado na composição, como por exemplo dióxido de titânio. Provavelmente, poucas pessoas repararam que passam titânio na pele. Entretanto, como agente mutagênio seria necessário que o titânio fosse absorvido pela pele e, em especial, tivesse contato com o DNA celular. Contudo, há estudos que mostram que os agentes presentes nos protetores também podem causar severas alterações metabólicas.
Os orgânicos, por sua vez, possuem menor estabilidade, perdendo sua capacidade de absorver a radiação rapidamente.
As loções comerciais podem conter os dois tipos de agentes para aumentar a eficiência do produto.
A função primária de um bom protetor solar é absorver a radiação entre 290-320 nm e 320-400 nm, respectivamente UVB e UVA. Para realizar essa função de forma adequada é necessário que o protetor solar mantenha-se estável ao receber energia (incidência da luz solar) e dissipar essa energia absorvida sem resultar na formação de compostos secundários prejudiciais.
O padimate-O (PABA), por exemplo, perde 100%  de sua eficácia de proteção contra UVB após 20 minutos de irradiação. Algumas loções comerciais perdem 50% de sua fotoestabilidade em 2 horas, fato que afeta direatamente sua capacidade de fornecer proteção contra a radiação.
Uma das conclusões dos autores é que há indícios de que os protetores disponíveis no mercado não fazem aquilo que é divulgado em sua embalagem ou as pessoas não estão fazendo o uso correto do produto.
O consumidor deve estar atento para o fato de que a ausência vermelhidão ou queimadura de pele não significa necessariamente que o agente ativo do produto esteja efetivamente prevenindo o câncer de pele. Reaplicações constantes são necessárias.
O resumo do artigo pode ser visualizado aqui Serpone et al. (2007). Inorganic and organic UV filters: Their role and efficacy in sunscreens and suncare products.Inorganic Chimica Acta, 360(3): 794-802.
Por acaso, descobri que o artigo completo foi disponibilizado no Scribd. Antecipo que não fui o divulgador.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Eu gosto (uso raramente o verbo amar; sou tímido e usá-lo me deixa pouco à vontade) do Rio de Janeiro, afinal, nasci e permaneci por lá entre 1966 e 2006. Em agosto de 2006, me transferi para outra cidade, Bremen. Uma cidade estado no norte da Alemanha, próxima a Hamburgo. Gostei muitos dos três anos passados na Alemanha, mas meu objetivo nunca foi residir de forma definitiva na Europa.
Ao retornar ao Brasil, passei pouco mais de ano no Rio e fui para Brasília. Residi por três anos na capital do nosso país. Sinceramente, me perdoem os brasilienses, não sinto falta da cidade. Tenho carinho por algumas pessoas do distrito federal. Como diz o antigo ditado “conto nos dedos de uma mão”. A cidade não é ruim, apenas não foi minha praia.
Após Brasília, retornei ao Rio e há 7 anos estou em Campinas. Aprecio a vida aqui. Sinto certo incomodo quando vou ao Rio. Acho que é o calor. Reconheço que a ausência de uma casa, que possa ser considerada minha, contribui muito para isso. Minha casa agora é no interior de São Paulo.
Meus queridos três leitores sabem como sou e, no meio dessa história, me lembrei de dois outros assuntos: como monto meus pensamentos (caóticos boa parte do tempo) e quando nos sentimos em casa?
Primeiro, em uma analogia despretensiosa, vocês já leram Scheherazade? Se não leram, recomendo fortemente. A única outra sugestão que faço é que o livro seja lido de uma vez só, mesmo que seja um pouco por dia. As histórias são formadas por diversos personagens e qualquer distração é fatal para a boa leitura. Acredito que assim seja a minha mente. Um entrelaçamento, que possui certo caminho encadeado. Contudo, há grande chance de somente fazer sentido para mim. E falando do livro, me lembrei da peça musical.
Há instantes em que vejo a grandeza da inspiração e isso se concretiza ao ouvir Scheherazade de Rimsky-Korsakov. Aliás, enquanto escrevo, “rola” Scheherazade aqui. O que imagino é, será que tudo foi feito intencionalmente por R.-K.? O cabuncro, de fato, estava possuído! E acreditem, todo esse parágrafo nada tem haver com o final desta postagem!  Se eu conseguir terminá-la com algum sentido. Ai caramba!!!
Retomando, e quando nos sentimos em casa? Lembrei dessa pergunta ao lembrar de Bremen. Meus primeiros seis meses na Alemanha foram passados em Bremen. E, no Goethe Institut, em uma das aulas (havia muita conversa, afinal, a intenção era nos capacitar no idioma) a professora Gabi nos perguntou: Quando nos sentíamos em casa. Não me lembro da resposta de meus colegas. Éramos de diversos países e batíamos cabeça para nos entendermos. Lembro que meu colega de Zâmbia, Cephas, utilizava com freqüência a expressão “blá, blá, blá...” para se comunicar. Após algum tempo, todos nós éramos proficientes no blá, blá, blá... a dureza era o alemão! Resumindo leitores, uma zona! Mas, retornando ao nosso “issue”... quando me sinto em casa? Tudo isso para lhes dizer: me sinto em casa quando mudo os canais da TV sem dar nenhuma satisfação.
Eu lhes disse que não era o final da postagem...Tudo isso começou porque eu me lembrei das áreas verdes de Bremen. Se você não acredita em mim, olhe a cidade do alto. O Google Earth te permite a viagem. A seguir, visite uma cidade brasileira com o mesmo número de habitantes ou sobrevoe Campinas.
Infelizmente, como disse em outra postagem, não posso divulgar artigos completos publicados em alguns periódicos. O FBI está solto e a eleição norte-americana se aproxima, portanto, o governo estado-unidense precisa mostrar trabalho! E, dificilmente, um dos meus três leitores iria me levar sorvete de “trufa caramelizada” da Sergel (acho que só há em Campinas) na cadeia. E esclareço, o nome do sorvete é ninho trufado, entretanto, eu gosto de dar nome as coisas que gosto. Um dia eu explico o motivo; não será hoje ou a postagem não termina.
Liang Chen e Edward Ng publicaram recentemente o artigo “Outdoor thermal comfort and outdoor activities: A review of research in the past decade” (Cities, 2012, v. 29, n. 2: 77-154).  As considerações dos autores deveriam ser objeto de reflexão pela administração pública. As implicações não são apenas ambientais, pois há um subseqüente conjunto de condições com implicações sociais e econômicas.
Para aqueles que não têm acesso ao artigo, sugiro solicitarem uma cópia aos autores.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Boa tarde Leitor

Eu aprecio trazer informações científicas ou tecnológicas que por algum motivo chegam a meu conhecimento. Compartilhei com vocês anteriormente que o blog seria diversificado e pretendo continuar assim.
Mas gostaria de apresentar o artigo de Lopes et al. (Ar condicionado versus climatizadores de por evaporação. Revista Ciências do Ambiente On-Line, 2(2): 2006). Revista Ciências do Ambiente On-Line
O artigo é de fácil leitura e esclarecedor. Por estar em português e disponível on line gratuitamente, não irei engendrar significativos comentários. Não pretendo fazer nenhum tipo de julgamento favorável a qualquer uma das duas tecnologias. Ressalto a importância da tabela 1 no momento da escolha do equipamento, pois, nitidamente, sob condições de alta umidade e temperatura, me parece não haver outra solução. O ar condicionado oferece melhores condições caso consideremos principalmente a questão do conforto térmico. As normais de temperatura para o estado de São Paulo (1961-1990) variaram entre 25 e 33 ºC. Para o mesmo período, a umidade do ar alteraram-se entre 65 e 85%. INMET.
Sob condições de alta temperatura e umidade, os climatizadores reduzem a temperatura do ambiente em apenas 2,5 °C. É fato que a eficácia do ar condicionado está ligada diretamente a um alto consumo energético. O Instituto Nacional de Meteorologia ( INMET) possui uma figura que exemplifica didaticamente a sensação de conforto térmico de uma pessoa sob diferentes condições.

OBS. Um dos meus três leitores, me avisou que o link do artigo de Lopes et al. (2006) não estava direcionado diretamente para o artigo. Eu fiz isso propositalmente. Assim, o leitor poderia ver o periódico e encontrar outros artigos interessantes. Para acessar o artigo, basta clicar em "ACESSAR A REVISTA" no canto inferior esquerdo. Na tela seguinte, no canto superior direito clicar em " EDIÇÕES ANTERIORES" e escolher o artigo no ano de 2006, volume 2, número 2. Qualquer dúvida, deixe um comentário. Boa leitura.